terça-feira, 11 de dezembro de 2018

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM - 70º ANIVERSÁRIO


No dia 10 de dezembro de 1948 foi assinada, pela Organização das Nações Unidas (O.N.U.) a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Num mundo ainda abalado pelas atrocidades cometidas durante a 2ª Guerra Mundial, os dirigentes mundiais tomaram como compromisso a defesa da paz e dos direitos humanos.
Eleanor Roosevelt com a Declaração dos Direitos do Homem



Não tendo sido assinada por todos os países, ainda hoje nos confrontamos com constantes ataques aos direitos básicos do ser humano.



Pode consultar o texto integral da Declaração aqui.



Pode ver um vídeo sobre o assunto aqui


domingo, 11 de novembro de 2018

1ª Guerra Mundial - 100 anos depois


Em 1914, começou na Europa uma guerra tão terrível e violenta que ficou conhecida como a Grande Guerra, assim, com maiúsculas e tudo. Nós agora também a conhecemos como 1ª Guerra Mundial.


Portugal também entrou nessa guerra e muitos soldados portugueses combateram em África e na Europa contra os alemães.
E então porque é que essa guerra começou? E porque é que Portugal participou?...
 


A 1ª Guerra Mundial começou quando o príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro e a sua mulher foram assassinados em Sarajevo (na Sérvia) em 28 de junho de 1914. Este acontecimento foi o pretexto que despoletou uma espiral de guerra que só terminou 4 anos depois, em 1918, e causou a morte a quase 9 milhões de homens.


No início, o conflito opôs a Rússia à Áustria-Hungria, mas rapidamente mobilizou a Alemanha, a França, a Bélgica, o Reino Unido… e até Portugal!
 

A guerra contra a Alemanha não se travou só na Europa, mas também nas suas colónias em África (que hoje são países independentes: a Namíbia, Tanzânia, Camarões e Togo). Nesta altura, Portugal também tinha colónias em África (como Angola e Moçambique) e por isso logo em setembro de 1914 são enviados para África muitos soldados portugueses para defender os territórios de Portugal que a Alemanha tinha atacado.

Embarque das tropas portuguesas para Moçambique



A partir de 1917, Portugal também entrou na guerra na Europa, numa região da Bélgica chamada Flandres. Portugal, que era uma República há muito pouco tempo (desde 1910), queria ganhar importância e reconhecimento por parte das outras nações europeias e juntou-se à luta ao lado dos ingleses, os aliados.

Desembarque do Corpo Expedicionário Português em Brest
 
Soldados do Corpo Expedicionário Português





A guerra na Europa foi uma guerra muito desgastante e passada em trincheiras (abrigos escavados e fortificados em forma de vala). Os soldados portugueses sofreram bastante pois não tinham equipamentos adequados, não gostavam da comida e principalmente porque passavam tempo demais enfiados nas trincheiras, debaixo de fogo inimigo, pois não havia soldados suficientes para trocar de lugar com os que lá estavam. Muitas vezes tiveram até que dormir ao ar livre, na lama, depois de duras experiências de guerra, o que levou os soldados a ficarem doentes, desesperados e até a revoltarem-se contra os seus superiores.

Trincheira

Trincheira



Estas péssimas condições provocaram o recuo das forças aliadas, quando os alemães lançaram um gigantesco bombardeamento sobre as tropas portuguesas no vale da ribeira de La Lys, entre 9 e 29 de abril de 1918, o que foi uma grande derrota para Portugal e provocou milhares de mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros. Apesar de ter estado no lado dos vitoriosos, a I Guerra Mundial não correu nada bem a Portugal!...

O armistício (ou paz) foi assinado no dia 11 de novembro de 1918, pelo que se comemora este ano o centenário do final da Grande Guerra ou 1ª Guerra Mundial.

Parada da vitória no Rossio (Lisboa)

Parada da vitória em Paris