segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30 de janeiro - Dia escolar da não-violência e da paz

Compreender o bullying

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, sem motivação evidente, adotados por um ou mais alunos contra outro, causando dor, angústia e sofrimento e executados dentro de uma relação desigual de poder.
Aos indivíduos que praticam este tipo de atos dá-se o nome, em inglês de bully, que significa “valentão”, caracterizando o indivíduo como muito valente, decidido, intrépido, audaz, corajoso, que não tem medo, destemido. Porém, essas qualidades são usadas para abuso de poder, para tiranizar, praticar crueldade, oprimir, perseguir. O bully é extremamente impiedoso, insensível à dor do outro e totalmente desprovido de amor.
O bullying acontece em todos os ambientes escolares, com maior frequência na sala de aula, no pátio de recreio, corredores, casas de banho e transporte escolar.
É importante identificar estas situações precocemente, quer na escola, quer em casa, para poder atuar o mais rapidamente possível.

Na escola:
Nos trabalhos em grupo ou jogos, o aluno vítima de bullying é o último a ser escolhido, é alvo de “gozo”, apelidos, é triste, deprimido, aflito, ansioso, irritadiço, agressivo, apresenta súbita queda no rendimento escolar, não faz perguntas, não tira dúvidas, tem desinteresse pelos estudos, falta com frequência às aulas, apresenta arranhões, ferimentos, isola-se dos demais, apresenta material escolar e roupas danificados, é intimidado, perseguido ou maltratado.

Em casa:

O aluno vítima de bullying não quer ir à escola, pede para mudar de escola, não gosta da escola, na segunda-feira está triste, chora sem razão, tira notas baixas, pede dinheiro sem necessidade, tem pesadelos, pede para ser levado à escola, perde dinheiro e pertences, apresenta roupas e livros rasgados, some objetos de sua casa, apetite obsessivo, não convida amigos para ir a sua casa, fica aliviado na sexta-feira, feriados e férias, simula dores e mal-estar, muda o trajeto, comenta que o professor é chato, não é convidado para festas ou casa de amigos, tem medo de ir e voltar sozinho, tem “ar” de assustado, tranca-se no quarto, isola-se, tem uma tristeza profunda.


Não pensemos que o bullying só acontece a partir da adolescência. Mesmo entre crianças muito pequenas, podem verificar-se situações deste género.
O livro de Anette Aubrey, O clube do arco-íris, editado pela Girassol relata-nos uma situação entre crianças de tenra idade.
Imaginemos um passeio ao Jardim Zoológico. Imaginemos que um grupo de crianças decide ir com roupas verdes e rejeitar as crianças que vistam outras cores, especialmente o azul.
"Foi estranho ver o que se passou. Foi uma das coisas mais esquisitas que alguma vez viste. As crianças que estavam vestidas de outras cores fizeram tudo o que puderam para serem verdes. Viraram as costas aos meninos de azul para que eles não pudessem juntar-se à Equipa Verde. (…) Eles foram mauzinhos!
Foi então que apareceu uma menina chamada helena que disse num tom firme e verdadeiro:
- Por favor, esqueçam esse enorme disparate de quem deve usar verde ou azul. É o que está dentro de nós que realmente conta! Quem se importa com o nosso aspeto ou com o que fazemos? Não podemos esquecer que somos todos especiais e que devemos ser amigos uns dos outros."



Fontes: http://bullyingcyberbullying.com.br/; Anette Aubrey, O Clube do Arco-Íris

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