terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Almeida Garrett


Nasceu no Porto, a 4 de Fevereiro de 1799; morreu em Lisboa em 9 de Dezembro de 1854.
Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou nos Açores, fugindo da segunda invasão francesa.
Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade, na Faculdade de Leis, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Em Coimbra, organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos. Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.
Participa entusiasticamente na Revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado. Enquanto dirigente estudantil e orador, defende o vintismo com ardor, escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João.
A Vilafrancada, o golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio. É amnistiado após a morte de D. João VI, regressando com os últimos emigrados, após a outorga da Carta Constitucional. Volta ao exílio em Junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel. De 1828 a a Dezembro de 1831 vive em Inglaterra, indo depois para França, onde se integra num batalhão de caçadores e, mais tarde, em 1832, para os Açores integrado na expedição comandada por D. Pedro IV. Nos Açores transfere-se para o corpo académico, sendo mais tarde chamado, por Mouzinho da Silveira, para a Secretaria de Estado do Reino.
Participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto em Julho de 1832. 
Em 28 de Setembro de 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspeção-geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
Em 20 de Dezembro é nomeado cronista-mor do Reino, organizando logo no princípio de 1839 um curso de leituras públicas de História. 
Durante o ano de 1843 começou a publicar, na Revista Universal Lisbonense, as Viagens na Minha Terra, descrevendo a viagem ao vale de Santarém começada em 17 de Julho. Anteriormente, em 6 de Maio, tinha lido no Conservatório Nacional uma memória em que apresentou a peça de teatro Frei Luís de Sousa, fazendo a primeira leitura do drama.


Com o despoletar da revolução da Maria da Fonte, e da Guerra Civil da Patuleia, Almeida Garrett que apoia o movimento, tem que passar a andar escondido, reaparecendo em Junho, com a assinatura da Convenção do Gramido.
Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração,  em 1851, Almeida Garrett é consagrado oficialmente. Em 25 de Junho é agraciado com o título de Visconde, em duas vidas.
Morre devido a um cancro de origem hepática, tendo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres.

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